No dia seguinte às declarações ofensivas de Jair Bolsonaro (sem partido) ao pensador brasileiro Paulo Freire, Câmara e Senado decidiram homenagear o educador. O presidente da República chamou Freire de "energúmeno" e "ídolo" da esquerda. Na sessão de hoje, o Senado aprovou um requerimento e marcou uma sessão em homenagem ao patrono da educação brasileira para 4 de maio do ano que vem. Já a Câmara aprovou uma moção de aplausos a Freire

O requerimento do Senado foi feito pelo líder do PDT na Casa, Weverton (MA), e aprovado em plenário de forma simbólica. "Energúmeno é um presidente misógino, preconceituoso, sexista, homofóbico, racista, que passa uma reforma da Previdência para aumentar a desigualdade, que só beneficia banqueiros, empresários e a União e que só tem como objetivo tirar direito dos mais pobres. Energúmeno é um presidente que não age como um verdadeiro estadista; que não sabe respeitar as instituições", declarou o senador Fabiano Contarado (Rede-ES)

Já a Câmara dos Deputados aprovou moção de aplauso a Freire por iniciativa do líder do PSOL na Casa, Ivan Valente (SP). No pleito, o parlamentar destaca que o educador é o brasileiro mais homenageado da história, tendo recebido 29 títulos de doutor honoris causa de universidades americanas e europeias, além de premiações internacionais. "É fácil compreender por que Paulo Freire é estudado, amado e admirado mundo afora, passados mais de 20 anos de seu desaparecimento físico: sua prática educadora fundada na troca, no diálogo, acolhedora de todas as singularidades, é um antídoto contra paixões totalitárias." No momento em que o requerimento foi colocado para votação em plenário,